10 Análises Cruciais no Controle de Estações de Tratamento de Efluentes com Lodos Ativados

10 Análises Cruciais no Controle de Estações de Tratamento de Efluentes com Lodos Ativados

Tempo de leitura: 3 minutos

No universo do tratamento de efluentes, a modalidade de lodos ativados ocupa um papel central graças à sua eficiência e adaptabilidade.
Para assegurar o desempenho ótimo de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) que opera com esta tecnologia, é indispensável realizar uma série de análises.
A equipe operacional precisa compreender a importância de cada teste e o ponto correto de amostragem para tomarem decisões assertivas.

Importância das Análises

As análises laboratoriais são vitais para:
  • Avaliar a efetividade do processo de tratamento;
  • Identificar desequilíbrios no sistema biológico;
  • Prevenir falhas operacionais;
  • Garantir a conformidade com legislações ambientais;
  • Tomar decisões baseadas em dados;

Principais Análises e Pontos de Amostragem

1. DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)

Importância: indica matéria orgânica biodegradável. É vital para entender a carga orgânica que entra e sai da ETE, é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento biológico e também é um parâmetro legal.
Amostragem: na entrada (efluente bruto) e na saída (efluente tratado).

2. DQO (Demanda Química de Oxigênio)

Importância: A DQO complementa a DBO ao medir a quantidade total de oxigênio requerido para oxidar tanto a matéria biologicamente degradável quanto a refratária. É crítica para ajustar processos operacionais.
Amostragem: igualmente na entrada e saída para avaliação da eficiência do tratamento.

3. SST (Sólidos Suspensos Totais)

Importância: reflete a concentração de sólidos em suspensão que podem ser removidos por sedimentação e podem também afetar qualidade do efluente tratado.
Amostragem: em pontos ao longo do processo como tanque de aeração, retorno de lodo, inclusive no efluente final.

4. SSV (Sólidos Suspensos Voláteis)

Importância: Mede a parte orgânica dos sólidos em suspensão, sendo útil para avaliar a atividade microbiana.
Ponto de Amostragem: junto com os SST nos reatores e retorno de lodo.

5. Nitrogênio e Fósforo

Importância: nutrientes essenciais para o crescimento bacteriano, mas em excesso podem causar eutrofização.
Nitrogênio Amoniacal (N-NH4+): elemento chave nas reações de nitrificação e desejável em baixas concentrações no efluente tratado.
Fósforo Total: o controle do fósforo é crucial para prevenir a eutrofização e garantir conformidade com padrões de descarte.
Amostragem: entrada e saída, além dos pontos intermediários onde ocorrem nitrificação e desnitrificação.

6. pH

Importância: o pH influencia a atividade microbiana e a solubilidade de compostos.
Amostragem: deve ser monitorado continuamente ao longo do processo (entrada, equalização, tanque de aeração, efluente tratado).

7. Oxigênio Dissolvido

Importância: indicador vital para as condições aeróbias necessárias à biomassa do lodo ativado.
Amostragem: particularmente nos reatores de lodo ativado e retorno do lodo.

8. Temperatura

Importância: afeta a taxa de reações bioquímicas e a solubilidade do oxigênio, impactando diretamente o metabolismo dos microrganismos.
Ponto de Amostragem: deve ser acompanhada no reator biológico.

9. Microbiologia

Importância: a análise microscópica revela a saúde da biomassa e possíveis problemas como bulking ou espuma.
Amostragem: do tanque de aeração, preferencialmente diariamente.

10. Índice de Volumétrico do Lodo (IVL)

Importância: determina a capacidade de sedimentação dos sólidos e a compactabilidade do lodo.
Ponto de Amostragem: calculado utilizando a análise de sólidos sedimentáveis 30 minutos da amostra do tanque de aeração e o SST também do reator. A equação para calcular o IVL é a seguinte: IVL = SS / SST x 1000.

Realizar estas análises com precisão e na frequência correta é imprescindível para manter a eficácia do tratamento de lodos ativados.

Cada parâmetro tem seu papel no fino equilíbrio do processo de lodos ativados e seu correto monitoramento é o caminho para uma operação bem-sucedida.

A atuação sinérgica do time operacional é fundamental para otimizar recursos e garantir um efluente final de qualidade.

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