Tudo o que você precisa saber sobre polímeros e outros coadjuvantes de floculação

Tudo o que você precisa saber sobre polímeros e outros coadjuvantes de floculação

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Durante nossa rotina no tratamento de água, podemos nos deparar com um dos principais problemas encontrados nas ETA’s: a má floculação!

Neste artigo, você conhecerá os principais auxiliares de floculação do mercado, suas características, vantagens e desvantagens.

Os polímeros atuam como nos núcleos de floculação, produzindo flocos mais densos, facilmente sedimentáveis.

Também conhecidos como auxiliares de floculação, são cadeias sintéticas compostas pela união de centenas de moléculas menores, chamadas de monômeros.

Podem ter caráter catiônico, aniônico ou não-iônico.

A função principal do polímero no tratamento de água é aglomerar os coágulos formados pela ação do coagulante em partículas maiores e ou espessando os chamados flocos formados na coagulação.

São aplicados quando

  • Água de baixa turbidez (atuam como núcleos de floculação);
  • Quando ocorre formação de flocos frágeis (propiciam maior rigidez ao floco);
  • Quando ocorre aumento da vazão da ETA (propiciam a formação de flocos mais espessos com maior velocidade de sedimentação).

Vamos então conhecer esses principais auxiliares do processo de floculação!

1. Polieletrólitos ou polímeros

Os polieletrólitos são substâncias sintéticas em sua maioria formadas por longas cadeias de moléculas, ou seja, polímeros de uma molécula mais simples.

Tipos:

  • Polieletrólitos naturais: amido (C6H10O6)n

derivados da celulose (C6H10O5)n

extratos de algas e liquens

  • Polieletrólitos sintéticos: poliamidas e poliacrilamidas

Os polieletrólitos quando lançados na água adquirem:

  • Carga elétrica positiva: catiônicos
  • Carga elétrica negativa: aniônicos
  • Não adquirem cargas: não-iônicos

Os polieletrólitos aniônicos e não-iônicos são frequentemente usados em conjunto com coagulantes metálicos, quando atuam como colóide artificial e promovem a ligação entre os colóides a fim de desenvolverem flocos densos e mais resistentes.

Podem promover uma significativa redução das dosagens do coagulante.

Além disso, verifica-se grande redução do volume de lodo nos decantadores em vista dos flocos serem mais compactos e da menor quantidade de coagulante utilizado.

Os polímeros catiônicos têm sido usados, com sucesso em alguns casos, como coagulante primário.

Embora o custo unitário dos polímeros catiônicos seja superior ao custo do sulfato de alumínio, as reduzidas dosagens requeridas podem igualar o custo final com substâncias químicas.

Adicionalmente, ao contrário de lodo gelatinoso oriundo do sulfato de alumínio, o lodo formado pelo uso do polímero é relativamente mais denso e fácil de ser desidratado, facilitando o manuseio e a disposição.

Deve-se avaliar a relação do custo do metro cúbico tratado frente a aplicação do coagulante x polímero eleitos para cada período do ciclo hidrológico, encontrando assim a melhor relação custo-benefício para a operação do seu sistema de tratamento de agua.

2. Bentonita ou Argila Preparada

É a argila (Al2O3.SiO2 – nH2O – hidrosilicato de alumínio).

Tem sido empregada no tratamento de águas contendo baixa turbidez, quando resulta num aumento de peso de floco, melhorando a decantabilidade.

As partículas de argila podem, também, absorver compostos orgânicos, melhorando o tratamento.

Embora a dosagem exata deva ser determinada por meio de testes, 10 a 15 mg/L geralmente resulta na formação de bons flocos.

Agora que você já conheceu os principais químicos disponíveis no mercado para o processo de tratamento de água, poderá desenvolver ou escolher o melhor para o seu tipo de tratamento!

Lembrando que, devem ser realizados testes de bancadas (jartest) e em planta para validar a aplicação do químico de acordo com o seu processo, além de eleger a  melhor relação custo-benefício para a operação do seu sistema de tratamento de água.

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