10 Parâmetros fundamentais para manter sua ETE operando em padrão de excelência

10 Parâmetros fundamentais para manter sua ETE operando em padrão de excelência

Tempo de leitura: 4 minutos

Redução de tempo e custo em tratamento de efluentes: revise seus parâmetros de controle.

Quantas vezes percebemos que os parâmetros de controle de ETE são insuficientes? Infelizmente, a resposta é “frequentemente”.

Poderia reduzir tempo e custo de sua ETE operando implantando-se uma base regular de registro dos principais parâmetros de controle e monitoramento da ETE.

A regulamentação das faixas operacionais ideais dos principais parâmetros podem ajudar a prever eventos críticos no processo e permitir medidas corretivas mais adequadas antes que o processo atinja uma condição crítica.

Parâmetros de controle e monitoramento em processos  de ETE modalidade lodos ativados incluem:

1 –  DBO  Demanda Bioquímica de Oxigênio

Estações de tratamento biológico de efluentes são projetadas e operadas com base na DBO ou DQO (demanda bioquímica de oxigênio ou demanda química de oxigênio).

A concentração de DBO em mg/L no efluente pode ser utilizada para calcular a carga total de BOD por dia a ser tratada. Isto é simplesmente feito através da multiplicação do BOD em mg /L, o volume de efluentes por dia, em metros cúbicos (m3) e dividindo o produto em 1000.

 2 –  SST Sólidos Suspensos Totais

Este parâmetro é essencial para o cálculo do A/M e IL (idade do lodo)

Frequentemente, o parâmetro SSV sólidos suspensos voláteis é utilizado, este refere-se a fração orgânica/volátil do SST.

 3 –  Sólidos Decantáveis

O sólido decantável é medido em cones Inmhoff, com repouso durante 30 minutos para amostras do tanque de aeração e 60 minutos para amostras do efluente final.

Através do teste de sedimentabilidade é possível também calcular a vazão de retorno de lodo.

4 –  A/M      DBO (Kg/d)/SSV (Kg)

Uma relação amplamente utilizada é A/M ou F/M (Food-to-Microorganisms ratio). Tal baseia-se no conceito de que a quantidade de alimento ou substrato disponível por unidade de massa de microorganismos é relacionada com a eficiência do sistema.

Deve ser calculado diariamente.

Em geral, quanto menor o A/M maior será a eficiência de remoção de DBO.

 5 –  IL Idade do Lodo (tempo de residência celular) em dias

A idade média do lodo ou tempo de retenção celular pode ser definido como a massa de sólidos (SST) no sistema, em qualquer tempo dividido pela massa de sólidos excedente diário.

Alta idade do lodo é necessária para determinados objetivos específicos, como a nitrificação.

Em contrapartida, problemas de sedimentabilidade do lodo podem se apresentar caso a idade do lodo esteja alta.

6 –  OD  Oxigênio Dissolvido

O oxigênio dissolvido deve ser mantido entre 1 e 3 mg/L em ao longo do tanque de aeração.

Quando for necessário a nitrificação o oxigênio dissolvido deve ser de 2 mg/L ou superior em todas as partes do tanque.

Redução de oxigênio dissolvido é um indicador de alta carga afluente a ETE.

7 –  Exigências Nutricionais

Os principais nutrientes que muitas vezes necessitam ser fornecidos em forma química são o nitrogênio e o fósforo.

O requisito mínimo normal está relacionado com a DBO do efluente bruto (afluente), ou seja, DBO: N: P na relação 100:5:1 (mg/L).

 8 –  IVL (mL/g)

IVL nada mais é do que um volume específico, definido como o volume em mL ocupado por 1 grama de lodo depois de sedimentar por 30 min em cone Imhoff, logo, valores elevados representem um lodo de baixa densidade, e, caso contrário, valores baixos indicam um lodo compacto.

 9 –  Recirculação de Lodo

Tão importante quanto o descarte de lodo, a recirculação deve ser rigorosamente controlada, principalmente quando a estação se encontra sujeita a choques de carga.

O propósito do retorno de lodo é manter a concentração de sólidos no reator, tal que o grau de tratamento desejado possa ser atingido em determinado intervalo de tempo. O RAS é a característica essencial do processo.

Muitas técnicas podem ser utilizadas para calcular a vazão desejável de lodo de retorno.

A estratégia de controle é manter a concentração de SSV no reator ou manter uma profundidade determinada da manta de lodo no decantador secundário. As técnicas mais comuns são:

– Sedimentabilidade;

– Controle do nível da manta de lodo;

– Balanço de massa do decantador secundário;

– Balanço de massa do reator;

– Qualidade de lodo.

 10 –  Lodo excedente produzido (Kg/d)

O excesso de lodo ativado produzido por dia deve ser descartado para manter um dado A/M ou a idade de lodo.

A prática mais comum é descartar o lodo da linha de retorno devido à alta concentração de sólidos e assim necessitar de unidades menores de tratamento e manuseio.

O descarte do lodo é uma operação de vital importância no desempenho da estação de tratamento, e nada mais é do que a retirada do excesso de lodo no sistema.