Processamento de lodos de ETE’s em 4 passos

Processamento de lodos de ETE’s em 4 passos

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O grande desafio atual, o que fazer com o resíduo sólido gerado nas ETE’s?

O tratamento e disposição do lodo são fundamentais no tratamento biológico dos efluentes, pois eles geram lodos na forma de uma suspensão de flocos e dependendo da natureza e origem dos sólidos, distingue-se lodo primário e lodo secundário.

O lodo primário é gerado a partir da sedimentação de material particulado do afluente.

O lodo secundário ou biológico é gerado no reator biológico do sistema de tratamento, constituindo-se em uma mistura de sólidos não-biodegradáveis do afluente e massa bacteriana que cresce no reator.

Processamento de lodos de ETE’s

O processamento de lodo nas ETE’s podem ser divididos em cinco categorias:

Mas quais as etapas do tratamento de lodo?

O tratamento do lodo envolve basicamente os processos de adensamento, desaguamento, estabilização e higienização.

  • O adensamento e o desaguamento visam o aumento da concentração de sólidos e a redução do volume de lodo que se dá perante a retirada de água do mesmo, respectivamente;
  • A estabilização do lodo tem por finalidade reduzir a quantidade de patógenos, eliminar os maus odores e inibir, reduzir ou eliminar o potencial de putrefação;
  • Já a higienização busca garantir um nível de patogenicidade do lodo que, ao ser disposto no solo, não cause riscos à população e ao meio ambiente.

Somente após este processo o lodo estará pronto para ser transportado. O tempo para conclusão da higienização depende do tipo de processo adotado pela unidade de gerenciamento e de sua eficiência, variando de zero, na secagem térmica, a 30/60 dias na caleação.

Disposição Final do lodo

Uma vez os lodos caracterizados, podem eleger, dentre as seguintes opções, aquela que for mais adequada técnica e economicamente:

  • Aterro (landfill);
  • Degradação ao ar livre com incorporação ao solo (landfarming);
  • Utilização na agricultura, como fertilizante;
  • Incineração;
  • Silvicultura;
  • Construção de telhados verdes;
  • Fabricação de materiais de construção;
  • Pavimentação.

Para tal, é imprescindível o tratamento adequado de acordo com a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), evitando graves impactos ao meio ambiente.

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